O Grande Teatro da SCAR ficou completamente lotado na noite deste domingo, 11, para a 21ª edição do Festival de Música de Santa Catarina (Femusc), em um evento que não só emocionou o público, mas também abriu oficialmente as programações de dois marcos históricos para a cidade: os 150 anos de Jaraguá do Sul e os 70 anos da SCAR.
Centenas de pessoas, vindas de diversas cidades, estados e países, testemunharam o início deste ciclo de celebrações. A abertura, que contou com um repertório musical grandioso, também serviu de palco para o lançamento do selo comemorativo dos 150 anos de Jaraguá do Sul, um momento simbólico que reforça o compromisso da cidade com sua história e seu futuro cultural.
A presença de autoridades sublinhou a importância do Femusc como um evento de destaque no calendário cultural e social. Foram convidados a subir ao palco, a presidente do Instituto Femusc, Monika Hufenüssler Conrads; a vice-presidente cultural, Mariana Werninghaus de Carvalho; a vice-presidente de marketing, Andréia Voltolini; o diretor artístico do Femusc, maestro Alex Klein; e o presidente do Conselho Administrativo da SCAR e da Comissão Organizadora dos 150 anos de Jaraguá do Sul, senhor Luis Leigue.
Juntos, receberam as seguintes autoridades: o excelentíssimo secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, representando o governador do Estado de Santa Catarina, Jorginho Mello; o prefeito municipal de Jaraguá do Sul, Jair Franzner; o deputado estadual, Vicente Caropreso; o vice-prefeito municipal, João Pereira; e o presidente da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul, Charles Salvador. A execução dos hinos nacional brasileiro e de Jaraguá do Sul, por meio da Orquestra Femusc e solistas, abrilhantou ainda mais a cerimônia.
Monika Hufenüssler Conrads, presidente do Instituto Femusc, expressou a profunda conexão do festival com a cidade e o mundo. “Aqui, a música não é apenas performance. Ela é formação. Ela é encontro. Ela é uma linguagem comum entre culturas, gerações e histórias diferentes. O Femusc não ocorre apesar da cidade. Ele ocorre por causa da cidade. Jaraguá do Sul acolheu este festival desde o início. Abriu suas portas, suas instituições e, principalmente, sua comunidade. Existe entre nós uma cultura rara: a cultura da construção coletiva, do voluntariado, do compromisso com o bem comum. E é desse espírito que nascem instituições como a SCAR, nossa grande parceira que completa 70 anos em 2026, e o Femusc. E é esse mesmo espírito que explica por que este festival se tornou uma referência nacional e internacional.”
Já o Luis Leigue, presidente da Comissão Organizadora dos 150 anos de Jaraguá do Sul e do Conselho Administrativo da SCAR, destacou a importância da colaboração entre todos. “É um privilégio ver a comunidade de Jaraguá do Sul unida por meio da cultura e da celebração de nossa história. A colaboração entre a SCAR, o Femusc e a prefeitura, por meio da Comissão dos 150 anos, demonstra o poder do coletivo para construir uma visão de futuro para nossa cidade. Este é um momento de reafirmar nosso compromisso com o desenvolvimento cultural que nos trouxe até aqui e que nos guiará para os próximos anos.”
O prefeito municipal de Jaraguá do Sul, Jair Franzner, ressaltou o significado das festividades para a cidade. “O Femusc é um dos maiores e mais importantes eventos da América Latina, que temos o orgulho de sediar aqui em Jaraguá do Sul. Ele fortalece o turismo, a economia, tem todo esse cunho educacional, que transforma nossa cidade na capital da música. Hoje celebramos a abertura dos 150 anos da nossa cidade, construída com muito trabalho, fé, coragem e união. Juntos chegamos nestes 150 anos, um marco histórico feito por muitos. Que este ano seja de celebração, memória e esperança.”
A programação da noite encantou o público com obras de peso. Destaque especial foi a performance de Alex Klein em “Le Api” (As Abelhas), de Antonino Pasculli. Klein, que é o único brasileiro cinco vezes ganhador do Grammy em música erudita e solista de oboé da Orquestra Sinfônica de Chicago por nove anos, presenteou a plateia com um desempenho virtuoso. Uma curiosidade sobre a peça é que, em um momento crucial, o músico executa mais de três mil notas musicais em apenas três minutos, sem pausa para respirar – um feito técnico que poucos no mundo conseguem realizar, e que Alex Klein entregou com maestria. Outras obras memoráveis incluíram “Oblivion”, de Astor Piazzolla; “Danças Sacras e Profanas”, de Claude Debussy; e o “Concerto para Oboé, Violino e Orquestra”, de Johann Sebastian Bach, transportando a plateia por diferentes épocas e estilos musicais.
O Femusc consolida sua posição como o maior festival-escola de música erudita da América Latina, atraindo mais de 500 alunos de 21 países e de 18 estados brasileiros.
A cidade de Jaraguá do Sul, que em seu centenário se transformou de economia agrária para potência industrial, agora se reinventa por meio do conhecimento, da criatividade e da arte, com a SCAR, que completa 70 anos, sendo um pilar fundamental dessa trajetória. O Femusc é a prova viva de que a excelência cultural é parte essencial do DNA da cidade e de sua visão de futuro.
O 21º FEMUSC é realizado pela Lei de Incentivo à Cultura e do Governo Federal e conta com o Patrocínio Master do Itaú, Laranjinha Itaú e WEG, é patrocinado pelas empresas Portonave, DR Aromas & Ingredientes, Auroracoop, Grupo Elian, Zanotti Elásticos, Porto de Itapoá e Posto Náutico Farol, apoio Master Operações Portuárias, Mime, Grupo Menegotti, Martinelli Advogados e Unisociesc, e realizado pela SCAR, FEMUSC, Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, Conselho Municipal do Direito da Criança e Adolescente de Jaraguá do Sul da Prefeitura de Jaraguá do Sul e Prefeitura de Jaraguá do Sul.


